terça-feira, 9 de junho de 2009

Cara Priscila, espero que esteja bem.
Acabo de ler e responder ao seu e-mail "Propostas para cultura". Escrevo este outro e-mail para, primeiramente, agradecer pela disposição e coragem em articular-se em favor desta nossa causa, à qual constantemente fugimos - quase sempre por não vislumbrarmos possibilidades concretas de modificação de posturas por parte da débil administração cultural que desastrosamente nos engana a todos, há anos...É hora de falar, sim! Sempre foi, e termos silenciado por tanto tempo não é de nossas naturezas, ávidas por expressão, ainda mais quando vemos aquilo em que acreditamos, e para o que temos vivido todos os nossos dias - a arte - sendo relegada a um papelzinho mal desempenhado, a ressoar nalguma praça da cidade. O outro motivo de escrever este e-mail é para saber se a maneira como respondi ao "Propostas para cultura" é válida. Precisa de mais dados? RG, algo assim? Devia mesmo assinar ao fim de todo o texto? Aguardo essas respostas para repassar o e-mail à minha lista de contatos, e espero sinceramente que possamos engrossar esse coro a tal ponto que não mais se faça possível uma reação blasé como as habitualmente oferecidas pelos que não querem admitir não ter o que falar.

Novamente, muito agradecido,Luiz Guilherme de Godoy

domingo, 7 de junho de 2009

Este material foi enviado ao COMUC relatando as ações da Secretaria de Cultura no primeiro semestre e é um ponto de partida para refletirmos, criticarmos e sugerirmos mudanças.
Marcha da Cultura em Mogi das Cruzes

Em termos macros, a Marcha da Cultura em Mogi das Cruzes caminha
pela criação e otimização do uso dos espaços culturais já existentes, formatação
de novas edições de projetos realizados na área central, democratização da
cultura levando-a aos sete distritos da Cidade e, também, pela valorização dos
artistas locais, intercâmbio cultural com outras cidades, desenvolvimento de
trabalhos em conjunto com demais secretarias do Poder Público local,
concretizando parceria com braços do Ministério da Cultura e estabelecendo
um vivo e importante diálogo com a Secretaria de Cultura do Estado.
O primeiro passo dessa marcha foi a agregação do prédio do CIARTE à
Secretaria de Cultura, para ser mais um espaço de apresentações artísticas,
palestras, oficinas, seminários e demais eventos culturais. Ampliando seu uso e
adequando o edifício dessa agregação, também atendendo a reivindicação da
classe artística e população, o hall do prédio ganhou espaço e criou agenda para
abrigar exposições de Artes Visuais e outras mostras, no novo espaço
denominado Expo Ciarte.
Quanto aos espaços culturais já existentes: o Theatro Vasques passa por
necessária reforma e os demais equipamentos, Casarão do Carmo, Espaço do
Meio Clarice Jorge, Auditório do Casarão do Carmo, Auditório do Centro de
Cultura e Memória “Expedicionários Mogianos”, com novas utilizações e
agendas, estão sendo apropriados pelos grupos de teatro, dança, literatura,
música e o público em geral para realização de seus encontros e apresentações.
A nova formatação do Arte vai à Praça, aos sábados, além das
apresentações musicais, foi acrescida do Projeto Pintando na Praça e Oficinas de
Artesanato. Tanto pela valorização da Praça Oswaldo Cruz, como local de
cultura, bem como para atender os passeantes do Expresso Turístico, a partir do
mês de junho, o Arte vai à Praça passou a ter nova edição nas manhãs de
domingo, com música, artesanato e comercialização de produtos mogianos:
flores, frutas e comidas típicas presentes nas festas Akimatsuri e do Divino.
Soma a essa formatação para a Praça a criação do projeto Chorões de Mogi,
espetáculo musical realizado todas últimas quintas-feiras do mês.
Democratizando a cultura e levando-a de canto a canto, a Secretaria
inaugura as Tendas Culturais, com apresentações artísticas e projeções
cinematográficas nos sete distritos do município e participação da comunidade
local.
Em formação cultural e artística, a Secretaria de Cultura, com ineditismo,
tem realizado Oficinas Culturais de duração anual, gratuitamente, à população
interessada. Também, levando arte a educandos da periferia, implantou o
Mogizinho, além de contribuir de modo integrado com a Secretaria de
Educação, na execução do Projeto Escola Integral.
Museus e bibliotecas da Divisão do Conhecimento passam por nova
estruturação e horários para maior e melhor atendimento à comunidade
mogiana e turistas.
O intercâmbio cultural artístico com outras cidades do Brasil está
sustentado com a manutenção e a continuidade dos programados festivais
nacionais de dança e teatro, que ocuparão quando já reformado o Theatro
Vasques, no segundo semestre.
Na sua política cultural, a Secretaria estabelece parceria com o Ponto de
Cultura, um dos braços do Ministério da Cultura, e instala vivo diálogo com a
Secretaria de Cultura do Estado, que neste ano já trouxe a Mogi das Cruzes a
Virada Cultural e o Mapa Cultural Paulista.
Assim, numa construção coletiva, para levar arte e cultura à população,
aos poucos e de maneira coerente, vamos marchando para que artistas de
nossa terra, que estão se apresentando nas praças, nos equipamentos e nas
Tendas Culturais, ocupem espaços com maior visibilidade, como ocorreu na
Virada Cultural com participação de bandas de nossa cidade.
Isso é valorização do tripé: - cultura, artista e cidadãos.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Dossiê sobre a Cultura de Mogi das Cruzes
Apresentação
O presente documento tem a finalidade de nortear o diálogo entre os Artistas e o Poder Público, ambos no exercício de seus deveres, direitos e empenhados no legítimo compromisso com uma sociedade melhor, mais justa e igualitária.
Seguem-se agora as ações de iniciativa de grupos de artistas preocupados e empenhados em contribuir para que a Arte e a Cultura de nossa cidade façam justiça a grandiosidade de sua população.
Cronologia das ações
1 - No dia 23 de dezembro de 2008, um grupo de artistas denominado M.A.L. – Movimento Artístico Livre - se reuniu para pensar maneiras de contribuir com a nova Gestão Cultural que teria inicio em janeiro.
Destas reuniões nasceu a CARTA ABERTA SOBRE A CULTURA DE MOGI DAS CRUZES (ANEXO I) onde constaram 4 pontos que no entendimento do grupo serviriam como norteadores para a construção de uma política pública sustentável para a cidade de Mogi das Cruzes. A carta foi entregue ao Senhor Secretário José Luiz Freire no dia 12 de janeiro e disponibilizada para a imprensa.
2 - O M.A.L. participou da reunião geral promovida pela Secretaria de Cultura no dia 14 de janeiro de 2009, obtendo uma impressão muito positiva , uma vez que aparentemente o clima de diálogo era a tônica das relações. Entretanto, viu a necessidade de especificar algumas questões elencadas na primeira carta. Surgiu então o segundo documento denominado LISTA DE DESDOBRAMENTOS DE AÇÕES PRÓ-CULTURA, (ANEXO II) entregue no dia 22 de janeiro de 2009.
3 – O M.A.L. participou das reuniões realizadas por área, promovidas pela Secretaria de Cultura e na avaliação geral encontrou uma série de informações divergentes entre os Coordenadores de Área com relação à utilização dos espaços públicos, projetos e programas que seriam implantados, critério para escolha destes projetos, entre outros.
4 – Os artistas da cidade são chamados a apresentarem seus projetos. Até o momento não há resposta para a maioria deles. O teatro municipal é fechado para reforma POR TEMPO INDETERMINADO, restando aos artistas e à população espaços sucateados e inadequados para receberem apresentações. Nenhum espaço recebeu adequações maiores para que fossem utilizados.
5 – Frente às dúvidas foi elaborado pelo M.A.L. um terceiro documento sob o título de SOLICITAÇÃO DE ESCLARECIMENTOS (ANEXOIII). Foi agendada uma reunião com o Secretário e este a delegou ao Senhor Vitor Wuo. Entretanto, questões ficaram ainda sem resposta e o grupo insistiu na reunião com o Secretário que aconteceu no dia 10 de fevereiro de 2009 no Ciarte.
Nesta reunião, questões importantes como os critérios a serem adotados pela Secretaria para seleção de projetos, artistas e professores não foram respondidas com objetividade, o Senhor Secretário disse apenas que ficaria a cargo dos Coordenadores de Área. Foi entregue ao Senhor Secretário um material com SUGESTÕES PARA OS PROJETOS DIVULGADOS PELA SECRETARIA DE CULTURA DE MOGI DAS CRUZES (ANEXO IV).
6 – As informações continuaram imprecisas e as ações culturais não tinham inicio na cidade. O Senhor Secretário participa de uma reunião com o Conselho Municipal de Cultura sem dar as respostas esperadas. Ele não informa ao Conselho, por exemplo, de quanto é o orçamento existente para a Pasta da Cultura ou ainda quais são os critérios adotados pela Gestão para nortear a criação de uma política pública para a cultura da cidade. O Conselho encaminhou ofícios solicitando respostas e estes, lentamente, vêm sendo respondidos.
7 – Em abril, acontece uma capacitação para produtores culturais ministrada pelo Senhor Paulo Azevedo, com foco em elaboração de projetos. Terminado o curso, o grupo de produtores locais não foi chamado pela a Secretaria de Cultura para dialogar sobre de que maneiras, juntos, poderiam trabalhar pela cidade.
8– Instaura-se o ARTE VAI A PRAÇA em frente ao Ciarte, não se diferenciando do que já existia na gestão anterior.Algumas oficinas são iniciadas em geral em escolas. Os critérios para escolha não ficam claros. Ignora-se a estrutura dos Pólos de Cultura, um das principais solicitações levantadas na primeira reunião realizada no início do ano.
9 - No dia 15 de maio acontece uma palestra sobre Lei de incentivo no Ciarte, que na verdade é uma palestra sobre a Fundação de Curitiba e sobre como esta se utiliza dos benefícios das Leis para suas ações.
10 – As ações que acontecem na cidade começam a tomar um caráter arbitrário: a adoção do Mapa Cultural, a exposição Arte no Ciarte, onde o poder público ofereceu apenas o espaço; a estrutura oferecida no Parque Centenário para o lançamento das Tendas Culturais é precária; a estrutura e divulgação oferecida para a Virada Cultural é extremamente falha, exemplo maior é a pane de energia ocorrida no Cemforpe durante o espetáculo “ Nos trilhos” onde o gerador colocado não suportava a carga dos equipamentos. A validação disto é a repercussão dada nos jornais e através dos meios digitais onde os artistas mostraram sua indignação.
Dados os acontecimentos a atriz e diretora Priscila Nicoliche formulou uma CARTA MANIFESTO (ANEXO V) assinada digitalmente por vários artistas, organizou este material que será entregue ao Prefeito Senhor Marco Aurélio Bertaiolli, à Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, ao Secretario Municipal de Cultura Senhor José Luiz Freire, disponibilizado para toda a imprensa e divulgado pelos meios digitais e através de encontros com os artistas e população.

CONCLUSÃO
A avaliação que se faz é que um dos principais pilares da democracia, o diálogo, vem sendo desrespeitado, bem como o direito do cidadão de ter acesso à Arte e Cultura que representem a formação de seu imaginário, seu modo de ser e pensar e o faça refletir sobre suas próprias questões existenciais.
Mais do que eventos e espaços físicos, precisamos de espaço intelectual, formação sólida para artistas e público e isto se faz com programas continuados, constantemente avaliados em sua funcionalidade e qualidade e para tanto, os objetivos e critérios precisam ser claros e os problemas e soluções precisam ser compartilhados.
Precisamos resgatar a auto-estima da cidade de Mogi das Cruzes que hoje se encontra empobrecida de referências e ações que a façam refletir sobre si mesma.
Precisamos da instauração de uma Política Pública para a Cultura de Mogi das Cruzes que prime pela sustentabilidade e continuidade e isto só será possível através do diálogo franco entre as partes.
Deste modo solicitamos:
1 – Uma resposta oficial do Poder Público sobre este material.
2 – A formação de COMISSÕES LIVRES, formadas por artistas a partir de suas áreas de atuação que se reunirão com os integrantes do Poder Público para que através de uma gestão compartilhada para a cultura da cidade, cheguem à ações que atendam as necessidades dos artistas e da população.
3 – Um balanço sobre as ações realizadas pela Pasta de Cultura até o presente momento e a projeção até o final do ano.
4 – O esclarecimento sobre o orçamento da Pasta de Cultura para o ano de 2009 e de que maneira ele está sendo gasto.
5 – Instauração de um debate amplo com artistas e sociedade civil sobre as leis de Incentivo e FOMENTO.
ANEXO I – CARTA ABERTA A CULTURA DE MOGI DAS CRUZES
Janeiro de 2009.
Caro Senhor Secretário Municipal de Cultura Sr. José Luiz Freire.

Aproveitando o momento de transição pelo qual passa a gestão municipal de cultura (voltando a ser parte de uma Secretaria de Governo e não mais uma Coordenadoria), um grupo de artistas e pensadores se reuniu para a criação de um movimento de proposição, denominado MOVIMENTO ARTÍSTICO LIVRE (M.A.L.).
Nosso objetivo é abrir uma frente de diálogo com o poder público e contribuir efetivamente para que nossa cidade desenvolva uma estrutura sustentável de apoio à produção cultural e artística.
Entendemos que para dar conta da importância histórica da cidade, o número expressivo de artistas que nela trabalham e o número de habitantes que merecem ter acesso a Arte e Cultura de qualidade, algumas ações concretas são fundamentais, visando a criação de uma Política Cultural ampla, forte e democrática que tenha sustentabilidade em todas as áreas artístico-culturais.

Assim, elegemos e sugerimos três pontos que julgamos ser fundamentais para a classe artística da cidade:
1 – Organograma da Secretaria.
Sugerimos que haja, na Secretaria de Cultura, funcionários que tenham conhecimento artístico para dialogar com os artistas usando a mesma linguagem. Por exemplo, para as questões de música, seria adequado haver um coordenador com conhecimento de produção musical para atender e/ou orientar os músicos nos eventos de música. O mesmo seria seguido para artes plásticas, teatro, literatura, patrimônio histórico, cultura popular, “hip hop” e cultura de rua, entre outros.
Dessa maneira, haveria um aumento na produção de eventos culturais, pois haveria coordenadores diferentes para cada “arte”.
Essa organização com funcionários técnicos acontece com sucesso, por exemplo, na cidade de São Paulo.
2 – Formação de Produtores Culturais.
Hoje percebemos que há vários artistas em atividade na cidade. Porém, poucos conseguem produzir e veicular suas obras para a sociedade de maneira eficiente e adequada. Muitas vezes, tarefas importantes como divulgação da obra (show, exposição, espetáculo, filme etc), recepção e acomodação do público, captação de recursos financeiros, entre outras, não são efetivamente realizadas. Isso dá um caráter improvisado às obras.

Assim, sugerimos que seja realizado um mapeamento real de artistas e grupos artísticos da cidade e que seja realizado um ciclo de formação com foco em produção prática para todos os artistas interessados.
3 – Criação de Leis de Fomento e Incentivo à Cultura de Mogi das Cruzes.
A aprovação de leis municipais de fomento e incentivo, que hoje é o centro de uma das discussões mais atuais no cenário artístico nacional, e que representa a independência e a possibilidade para que artistas e grupos artísticos tenham acesso a recursos para realizar pesquisas e produzir obras de referência que colocarão a cidade de Mogi das Cruzes não apenas como importante do ponto de vista histórico e patrimonial mas também como celeiro de produções artísticas contemporâneas.
É importante observar que estes três pontos se relacionam entre si e a partir deles será possível criar uma estrutura para que Mogi das Cruzes tenham uma produção artística e cultural múltipla e de qualidade reconhecida.
O Movimento Artístico Livre (M.A.L.) é um movimento independente que, através deste documento, espera sinceramente dar início a um diálogo franco e aberto entre o poder público e a sociedade.
Agradecemos a acolhida de nossas idéias e aguardamos a continuidade desse diálogo.
Participaram da reunião que originou este documento:
Cleiton Pereira – ator e diretor – Grupo Contadores de Mentira
Fernandes Jr – Ator, Diretor do Teatro da Neura
Gui Cardoso – Músico, compositor e poeta;
Manoel Mesquita Jr – Diretor Teatral da Cia do Escândalo;
Márcio Cardoso – Produtor Artístico (Espaço Mais Brasil de Arte e Cultura);
Mário Sérgio Moraes – Historiador;
Mateus Sartori – cantor, produtor cultural
Meyson – Músico, poeta e compositor;
Paulo Pinhal – Espaço CECAP;
Priscila Nicoliche – Atriz, diretora do grupo Quântica Teatro Laboratório e membro da diretoria da APAC (Associação Paulista de Artes Cênicas);
Tuane Vieira – Atriz e presidente da APAC (Associação Paulista de Artes Cênicas);
Rodolfo Médici – ator e diretor
Rogério Moura – Ator
ANEXO II – LISTA DE DESDOBRAMENTOS DE AÇÕES PRÓ-CULTURA
22 de Janeiro de 2009
Lista de Desdobramento de Ações Pró-Cultura
Caro Senhor Secretário Municipal de Cultura Sr. José Luiz Freire.
Em coerência com a Carta Aberta entregue a Vossa Senhoria em 08 de Janeiro de 2009, e sempre no sentido de colaborar com a criação de padrões mínimos de apoio aos artistas mogianos, o MOVIMENTO ARTÍSTICO LIVRE sugere algumas ações iniciais a serem implementadas pela Secretaria de Cultura.
Reiteramos que, como movimento de proposição e formado por artistas representantes de vários segmentos, nosso objetivo é continuar o diálogo público aberto com essa secretaria.
As ações citadas abaixo desdobram as 04 (quatro) ações iniciais propostas em nossa primeira Carta Aberta.
1 – Organograma da Secretaria e capacitação técnica.
Definição do corpo técnico da Secretaria Municipal de Cultura, responsável para cada segmento artístico;
Definição da linha de atuação da Secretaria Municipal de Cultura. Por exemplo: resgate da identidade cultural, valorização e circulação de obras artísticas mogianas, descentralização cultural, entre outros;
Definição e divulgação de critérios gerais e específicos para aprovação de projetos. Estes critérios, preferenciamente, devem ser definidos ouvindo-se os segmentos artísticos;
Realização de reuniões periódicas entre o responsável pelos segmentos e os grupos de artistas para colaboração e acompanhamento das ações desenvolvidas pela Secretaria de Cultura.
Capacitação e/ou reciclagem técnica de funcionários responsáveis por funções de apoio às apresentações e/ou preparação de exposições de obras artísticas.

2 – Formação de Produtores Culturais.
Mapeamento geral de todos os artistas e produtores culturais;
Desenvolvimento de um programa anual de formação focado em produção cultural, contemplando desenvolvimento de projetos culturais, divulgação da obra (show, exposição, espetáculo, filme etc), recepção e acomodação do público, captação de recursos financeiros, entre outros;
Criação de estrutura de apoio para artistas no desenvolvimento de projetos culturais.

3 – Criação de Leis de Fomento e Incentivo à Cultura de Mogi das Cruzes.
Discussão e Aprovação da Lei de Incentivo à Cultura a partir da continuação de um debate público com artistas e sociedade civil.

4 – Estrutura de apoio às apresentações e/ou exposições.
Definição de todos os espaços adequados a apresentações e/ou exposições na cidade;
Realização de diagnóstico preliminar das deficiências estruturais e técnicas de cada espaço de apresentação e/ou exposição;
Execução de parcerias com espaços culturais privados, consolidados na cidade;
Desenvolvimento de uma agenda cultural para Mogi das Cruzes.

Ficamos completamente à disposição para maiores esclarecimentos.

Atenciosamente,
MOVIMENTO ARTÍSTICO LIVRE
ANEXO III – SOLICITAÇÃO DE ESCLARECIMENTOS
Fevereiro de 2009
Solicitação de Esclarecimentos
Caro Senhor Secretário Municipal de Cultura Sr. José Luiz Freire,

Nós do MOVIMENTO ARTÍSTICO LIVRE, face à apresentação das últimas medidas anunciadas pela Secretaria de Cultura, e após a rodada de reuniões com os devidos segmentos artísticos da cidade coordenadas por representantes dessa secretaria, vimos à público solicitar esclarecimentos como segue. Reiteramos que as dúvidas aqui levantadas foram identificadas por artistas de diversos segmentos:
Quais serão os critérios de classificação dos projetos escolhidos pela Secretaria de Cultura?
O que são “projetos especiais”? Onde está definido o que são “projetos especiais”?
Quantos “projetos especiais” serão aprovados pela Secretaria de Cultura? Qual é o montante de dinheiro reservado para execução desses projetos? Qual é a relação nº de projetos/valor cedido?
Quais serão os critérios de classificação dos projetos escolhidos pela Secretaria de Cultura?
Foi realizado um alinhamento de informações entre os coordenadores para conduzir as reuniões;
Haverá a inclusão do segmento Arte Popular na Secretaria de Cultura? Quando?
Por que as escolas de dança podem utilizar o Teatro Vasquez e as escolas de músicas não podem?

1 – Organograma da Secretaria e capacitação técnica.
Haverá capacitação de funcionários que tenham funções de apoio às apresentações artísticas nos espaços municipais, como, por exemplo, iluminadores, técnicos de som etc? Quando?
Existe a organização da equipe com coordenadores técnicos para cada segmento artístico?
Qual a autonomia dos “coordenadores”?
Qual é a linha de atuação da Secretaria Municipal de Cultura? Por exemplo: resgate da identidade cultural, valorização e circulação de obras artísticas mogianas, descentralização cultural, entre outros;
Haverá reuniões periódicas entre o responsável de cada segmento e os grupos de artistas para colaboração e acompanhamento das ações desenvolvidas pela Secretaria de Cultura.

2 – Formação de Produtores Culturais.
Foi realizado um mapeamento real de artistas e grupos artísticos da cidade? Será possível ter acesso a esse cadastro? Onde? Quando?
Haverá um ciclo de formação com foco em produção prática (recepção e acomodação do público, captação de recursos financeiros, entre outras) para todos os artistas interessados?

3 – Criação de Leis de Fomento e Incentivo à Cultura de Mogi das Cruzes.
Qual é situação atual das leis municipais de apoio à arte e cultura?
Essa gestão tem a intenção de propor alguma outra iniciativa?
Qual a posição da Secretaria de Cultura sobre idéia de uma Lei de Fomento à Cultura?
Qual é a posição da Secretaria de Cultura sobre a intermediação entre empresas interessadas em incentivar e artistas?
Existe algum planejamento para executar essa intermediação?
Haverá alguma estrutura para apoiar artistas a utilizar leis/editais de incentivo existentes ou no desenvolvimento de projetos culturais?

4 – Estrutura de apoio às apresentações/exposições.
Já foi realizado um mapeamento das deficiências existentes (estrutura predial, som, luz, entre outros) nos espaços de apresentação/exposição para que possam ser utilizados com eficiência?
Quando estará disponível a agenda cultural da cidade? Como será disponibilizada? Haverá algum outro canal de divulgação?
Haverá algum apoio da Secretaria de Cultura para divulgar espetáculos/exposições que estejam ocorrendo em espaços de gestão municipais?
Haverá parcerias com espaços culturais alternativos consolidados na cidade?

Agradecemos a acolhida de nossas dúvidas e aguardamos as respostas.

Atenciosamente,

MOVIMENTO ARTÍSTICO LIVRE
ANEXO IV – SUGESTÕES PARA OS PROGRAMAS LANÇADOS PELA SECRETARIA DE CULTURA DE MOGI DAS CRUZES
Fevereiro de 2009
PROGRAMA “ARTE DE CANTO A CANTO”
Contempla os seguintes Projetos: Arte vai a Praça, Arte vai ao Bairro, Arte vai a Escola e Arte vai ao Parque.
Objetivos: Projetos que possam ser apreciados pelo maior número de pessoas, independente de níveis socioeconômicos, escolaridade, idade, sexo e nacionalidade, visando a formação de público, disseminação da informação artística e cultural, difusão, descentralização, democratização e acesso à Cultura.
ARTE VAI À ESCOLA
Visa proporcionar o acesso a espetáculos de teatro, circo, dança e música, exposições de artes visuais ou museológicas, no recinto das escolas municipais, indicadas para receber o Projeto. Circunstancialmente, o projeto poderá apresentar uma ou mais linguagens entrelaçadas, para atender objetivos específicos.
Acontecerá nos finais de semana, de maneira sistemática e regular, compondo agenda anual para atender o público alvo. Nessa divisão, estarão incluídas visitas aos museus e apresentações de espetáculos destinados ao público infantil, nos equipamentos da Secretaria de Cultura.
Requisitos de Seleção
- Documentação como: RG, CPF, INSS ou PIS/PASEP, CCM, comprovante de residência, comprovante de escolaridade;
- Análise de currículo para qualificação técnica do proponente e equipe participante;
- Inovação: projetos criativos, originais ou inéditos;
- Excelência: projetos que tenham qualidade artística reconhecida pela crítica especializada;
- Valorização da Cultura Brasileira;
- Abrangência: projetos que tenham grande alcance geográfico, direto ou indireto;
- Relação Custo-Benefício: projetos com potencial de maior resultado cultural pelo menor custo;
- Compatibilidade à faixa etária do público alvo;
- Medidas preventivas que serão adotadas para evitar impacto ambiental negativo, caso evento seja ao ar livre;
- Compatibilidade técnica da apresentação com o espaço e recursos oferecidos.
ARTE VAI AO BAIRRO
Visa oferecer à população aprendizado e exercício da Arte, em suas mais variadas vertentes, através de oficinas, realizadas em espaços disponibilizados pelas comunidades interessadas (associações, entidades, igrejas, escolas, etc). As oficinas poderão acontecer tanto em dias de semana como nos finais de semana, de acordo com as necessidades das comunidades e da disponibilidade dos profissionais.
Requisitos de Seleção
- Documentação como: RG, CPF, INSS ou PIS/PASEP, CCM, Comprovante de residência, comprovante de escolaridade;
- Excelência: projetos que tenham qualidade artística reconhecida pela crítica especializada;
- Valorização da Cultura Brasileira;
- Sustentabilidade: projetos que, por meio de seu histórico ou estratégias, apresentem potencial de sustentação e continuidade após o término das oficinas;
- Análise de currículo para qualificação técnica do proponente e equipe participante;
- Inovação: projetos criativos, originais ou inéditos;
- Abrangência: projetos que tenham grande alcance geográfico, direto ou indireto;
- Relação Custo-Benefício: projetos com potencial de maior resultado cultural pelo menor custo;
- Compatibilidade técnica da oficina com o espaço e recursos oferecidos;
- Medidas preventivas que serão adotadas para evitar impacto ambiental negativo, caso evento seja ao ar livre;
- Clareza e qualidade pedagógica das propostas apresentadas.
ARTE VAI À PRAÇA
Visa oferecer apresentações de teatro, circo, dança e música, bem como exposições de artes visuais, em praças do município, indicadas para receber o Projeto (sejam do centro ou dos bairros). Circunstancialmente, o projeto poderá apresentar uma ou mais linguagens entrelaçadas, para atender objetivos específicos. Acontecerá nos finais de semana, de maneira sistemática e regular, compondo agenda anual para atender o público alvo.
Paralelamente à apresentação de espetáculos artísticos, o projeto oferecerá a artistas e artesãos oportunidade para exposição e comercialização de seus produtos, através da implantação de Feiras de Artes e Artesanato, com o objetivo de difundir a produção artística e artesanal do Município e da região.
Requisitos de Seleção
- Documentação como: RG, CPF, INSS ou PIS/PASEP, CCM, Comprovante de residência, comprovante de escolaridade;
- Análise de currículo para qualificação técnica do proponente e equipe participante;
- Inovação: projetos criativos, originais ou inéditos;
- Excelência: projetos que tenham qualidade artística reconhecida pela crítica especializada;
- Valorização da Cultura Brasileira;
- Abrangência: projetos que tenham grande alcance geográfico, direto ou indireto;
- Relação Custo-Benefício: projetos com potencial de maior resultado cultural pelo menor custo;
- Medidas preventivas que serão adotadas para evitar impacto ambiental negativo, caso evento seja ao ar livre;
- Compatibilidade técnica da oficina com o espaço e recursos oferecidos.
ARTE VAI AO PARQUE
Visa oferecer aos usuários do Parque Centenário da Imigração Japonesa, nos finais de semana, apresentações de espetáculos de teatro, circo, dança e música, em espaço apropriado para tal. Paralelamente, acontecerão exposições temáticas, nos diversos equipamentos do Parque.
Requisitos de Seleção
- Documentação como: RG, CPF, INSS ou PIS/PASEP, CCM, Comprovante de residência, comprovante de escolaridade;
- Análise de currículo para qualificação técnica do proponente e equipe participante;
- Inovação: projetos criativos, originais ou inéditos;
- Excelência: projetos que tenham qualidade artística reconhecida pela crítica especializada;
- Valorização da Cultura Brasileira;
- Abrangência: projetos que tenham grande alcance geográfico, direto ou indireto;
- Relação Custo-Benefício: projetos com potencial de maior resultado cultural pelo menor custo;
- Medidas preventivas que serão adotadas para evitar impacto ambiental negativo, caso evento seja ao ar livre;
- Compatibilidade técnica da oficina com o espaço e recursos oferecidos.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

É isso mesmo. É realmente lamentável o nível de preparo da gestão pública de cultura de Mogi das Cruzes. Mas isso não é novidade dada a maneira em que a gestão atual dialoga com os artistas. Mogi das Cruzes é uma cidade formada por artistas de qualidade mas o sistema da prefeitura insiste em elencar poucos eleitos e transformá-los em "queridinhos" da cultura. é triste quando uma gestão usa modelos dados em outras cidades como se esses modelos pudessem ser reproduzidos em uma outra cidade cuja identidade cultural vai além, sobretudo, uma cidade como Mogi que possui uma identidade histórica relevante. Sem entender a própria cidade, sem respirar os anseios de produtores, seja na cadeia de formação ou profissionalização não há como provocar os criadores. Ora, a palavra diálogo significa abertura plena. Foi-se o tempo desse tipo de política onde alguns senhores donos da cidade determinavam o nível cultural da cidade. Não são os gestores que fazem cultura, é a cidade que faz esse papel. Não se leva a virada cultural para a cidade. A ação cultural já acontece e roda já faz bastante tempo. Não se leva a cultura para lá. Ela está lá. Entretenimento faz parte mas criar ações de fomento real baseado não em incentivos fiscais mas em verba pública é para poucos. Requer ousadia que , infelizmente não sai dessa gestão. Agora, para os artistas organizados, é necessário conhecer as ferramentas para combater. É necessário conhecer as leis vigentes, os problemas políticos vigentes, a estrutura da máquina pública e os discursos políticos. Curitiba não é exemplo de caminho cultural. É certamente palavra de alguém que desconhece as leis de fomento de uma cidade próxima como São Paulo que no governo da MArta, com abertura e CONHECIMENTO dos artistas que se criou uma das leis mais sólidas em teatro referência e é em vários países. é na cidade ao lado, Suzano que se provocou um dos maiores movimentos culturais na região e que provocou o levante de uma cidade engessada. E mogi? qual a identidade de mogi? qual é o pensamento da cidade e por consequência dos seus artistas? qual q excelência do que se produz? qual a referência do que se vê? onde estão os problemas? o que é preiso para avançar? É pela cultura que se constrói a saúde, o trânsito, a educação, a história. Mas a Cultura é também um setor. Que precisa ser entendido como tal. Criar espaços para o artista, o artista aprendiz e dar a ele condições de exercer o seu ofício é também papel do poder público. Mudar as referências e não atender ao formato imposto pelo mercado é papel do poder público. Quem disse que a lei Rouanet é boa para a cultura??? É uma lei que destrui o que nos era mais sagrado. Deu as empresas o poder de decisão que não deve nunca ser delas. Editais públicos, verbas claras e regras claras são obrigações do estado. É romântica a idéia do artista "porra louca" que dorme tarde e acorda tarde. Artistas sobrevivem a base de muito esforço, muito estudo, muita articulação, muito trabalho. è necessário cuidar da formação inicial de um povo pela arte, mas também na outra ponta há artistas que estão propondo mudanças na sociedade com trabalhos que já viraram referência e querem dialogar com a sociedade e dar a contrapartida de seu trabalho. É claro que passariam vexame na virada cultural. Há muito despreparo. A cidade é mais interessante que eles.

Cleiton Pereira
Ator e diretor de Teatro
Suzano

domingo, 31 de maio de 2009

Carta aberta dos trabalhadores de cultura aos trabalhadores do Brasil

Nós, trabalhadores de teatro conjugados no Movimento 27 de Março, buscamos, por meio desta carta-manifesto, o apoio de todos trabalhadores na luta por um novo modelo de política cultural.
A Sociedade tem de se ver na produção cultural de seu País, a cultura não é mercadoria. Não geramos lucro. A forma mercadoria não é capaz de manter viva a cultura de um povo. As manifestações diversas do nosso fazer musical, literário, cinematográfico, cênico, pictórico, etc são esmagadas e condenadas ao desaparecimento por não se enquadrar ao mercado. O mercado não deve ditar o que merece vida. Nós todos, o povo trabalhador, determinamos a dimensão de nossas representações e a nossa riqueza plural e muitas vezes indigesta ao paladar do deus mercado.
As leis que determinam o fazer cultural hoje são baseadas em renúncia fiscal, funcionam a partir dos impostos que as empresas devem para o Estado, ao invés do Estado arrecadar esse dinheiro público para financiar atividades culturais, ele deixa a critério das empresas o investimento em cultura. Por esse mecanismo, o uso dessa verba pública fica a cargo de gerentes de marketing das respectivas corporações, eles que tem como principal interesse o lucro das corporações determinam o que é cultura com o nosso dinheiro, ou seja, por suas distorções podemos considerar as leis de renúncia fiscal como apropriação indébita dos recursos públicos. Bancos que constroem teatros privados com recursos da Rouanet, (Teatro Alpha), injetam dinheiro em seus institutos (Itaú Cultural), ou investem (como o Bradesco) milhões de reais em espetáculos como o do Circo de Soleil, que arrecada, com ingressos caríssimos. Como o Estado deseja de fato incentivar a cultura e o acesso democrático a ela no Brasil sendo refém de um mecanismo como este?
Propomos um fundo público para a arrecadação destes impostos. Exigimos uma política pública para a cultura com vários programas que dêem conta a diversidade da produção cultural brasileira, com recursos orçamentários próprios e regras democráticas, estabelecidas em lei como política de Estado. Somente assim o poder executivo poderá assegurar ao povo o acesso à cultura como direito básico do cidadão, tão importante quanto o transporte, a saúde, a educação ou o saneamento básico.
O financiamento direto do Estado possibilita uma enorme ampliação do número de trabalhadores da cultura, e dá condições à continuidade de pesquisas importantes para o desenvolvimento de linguagens artísticas, democratiza o acesso pela distribuição geográfica e pelo valor do ingresso, aumenta a quantidade e a variedade de espetáculos.
Para isso, é preciso que todos os trabalhadores de todos os setores do país tomem consciência da importância desta luta pela democratização da cultura. Esta carta-manifesto é o primeiro passo neste caminho.

Erich Sant'ana

quarta-feira, 27 de maio de 2009

CARTA MANIFESTO SOBRE A CULTURA DE MOGI DAS CRUZES

Senhores Artistas
Divido com vocês algumas reflexões sobre os cinco primeiros meses da gestão desta Secretaria de Cultura. A saber:
- até o momento não há indícios sobre a construção de uma política pública que vise a formação, fomento e difusão de bens culturais,
- os espaços públicos que não estão fechados estão sucateados e não apresentam condições de receberem apresentações. Durante a Virada Cultural , na apresentação do espetáculo “Nos Trilhos” da Associação de Moradores de Cezar de Souza, o gerador colocado não suportou a carga do refletores locados para o evento. A caixa de luz estourou, o espetáculo foi interrompido, o público foi embora, ficando apenas os pais. Impossível não dizer que os responsáveis pelo evento não sabiam que isto estava fadado a acontecer e decidiram arriscar. O problema só se resolveu mais de uma hora depois, comprometendo o trabalho de crianças, adolescentes e profissionais que trabalharam arduamente para apresentar à cidade de Mogi das Cruzes um espetáculo de qualidade.
- em matéria do jornal Mogi News, feita pela jornalista Barbara Barbosa no dia 19 de maio de 2009, o Secretario afirma que os artistas mogianos que participaram da Virada Cultural foram o que demonstraram interesse. O que o Sr José Luiz Freire chama de interesse? Os nossos projetos estão amontoados na Secretaria de Cultura. Devemos ligar todos os dias para a Secretaria em busca de emprego, trabalho, oportunidade? É isto????
- a capacitação dada pela Secretaria para produtores culturais não teve eco. Terminado o curso, ninguém foi chamado para dialogar sobre o que este grupo de produtores em parceria com o Poder Público poderia fazer pela cidade.
- a palestra sobre Lei de Incentivo realizada no dia 15 de maio, foi uma palestra sobre as maravilhas de Curitiba e de como a Fundação de lá trabalha com as verbas dos Fundos de Cultura guiados pelas Leis canibais de Mercado.
- os Pólos de Cultura, uma das principais reivindicações apresentadas naquele primeiro encontro no início do ano nem de longe foram contemplados. Não há hoje projeto que contemple formação e descentralização da arte e cultura na cidade de Mogi das Cruzes.
- os eventos (CULTURA NÃO SE FAZ COM EVENTOS!!!!!) são fracos, não representam, nem contribuem para a formação da identidade e do imaginário do povo mogiano e estão longe do alto potencial artístico que a cidade possui.
- não há informação sobre o orçamento existente para a Pasta da Cultura e muito menos de que modo ele está sendo gasto este ano. Esta é uma informação essencial para o debate sobre a construção de uma política cultural.
Arte e Cultura são direitos do cidadão. É o mecanismo pelo qual ele reflete sobre si, sobre sua condição humana. É o que nos livra da selvageria. É modo pelo qual contamos nossa história, quem somos, que futuro desejamos. As coisas não podem continuar como estão. É PRECISO AVANÇAR!!!!

Priscila Nicoliche - Cidadã, artista, diretora do grupo Quântica Teatro Laboratório
Tuane Vieira – Presidente da APAC – Associação Paulista de Artes Cênicas
Pedro Gabriel e Rita Bonfim – AJPS – Cezar de Souza
Marineis Dias – Artista Plástica - Sabaúna
Prof º Mario Sérgio
Denise Costamillan Andere
Manoel Mesquita Junior - Diretor da Cia do Escândalo e Galpão Arthur Netto
Marcio Cardoso - Produtor musical
Fernandes Junior - Diretor do Teatro da Neura
Antonio Carlos Vecchiato
Elias Mingoni
Leandra Clair
Cleiton Pereira -Ator e diretor do Grupo Contadores de Mentira

Agildo Lima

Marcela Lino
O blog Articulação.Cultura é um espaço aberto e livre para as discussões e opiniões relacionadas a Arte e Cultura. Estejam convidados para expor ideías e opiniões. Vamos avançar!!!

saudações a todos
Priscila Nicoliche