Cara Priscila, espero que esteja bem.
Acabo de ler e responder ao seu e-mail "Propostas para cultura". Escrevo este outro e-mail para, primeiramente, agradecer pela disposição e coragem em articular-se em favor desta nossa causa, à qual constantemente fugimos - quase sempre por não vislumbrarmos possibilidades concretas de modificação de posturas por parte da débil administração cultural que desastrosamente nos engana a todos, há anos...É hora de falar, sim! Sempre foi, e termos silenciado por tanto tempo não é de nossas naturezas, ávidas por expressão, ainda mais quando vemos aquilo em que acreditamos, e para o que temos vivido todos os nossos dias - a arte - sendo relegada a um papelzinho mal desempenhado, a ressoar nalguma praça da cidade. O outro motivo de escrever este e-mail é para saber se a maneira como respondi ao "Propostas para cultura" é válida. Precisa de mais dados? RG, algo assim? Devia mesmo assinar ao fim de todo o texto? Aguardo essas respostas para repassar o e-mail à minha lista de contatos, e espero sinceramente que possamos engrossar esse coro a tal ponto que não mais se faça possível uma reação blasé como as habitualmente oferecidas pelos que não querem admitir não ter o que falar.
Novamente, muito agradecido,Luiz Guilherme de Godoy
terça-feira, 9 de junho de 2009
domingo, 7 de junho de 2009
Marcha da Cultura em Mogi das Cruzes
Em termos macros, a Marcha da Cultura em Mogi das Cruzes caminha
pela criação e otimização do uso dos espaços culturais já existentes, formatação
de novas edições de projetos realizados na área central, democratização da
cultura levando-a aos sete distritos da Cidade e, também, pela valorização dos
artistas locais, intercâmbio cultural com outras cidades, desenvolvimento de
trabalhos em conjunto com demais secretarias do Poder Público local,
concretizando parceria com braços do Ministério da Cultura e estabelecendo
um vivo e importante diálogo com a Secretaria de Cultura do Estado.
O primeiro passo dessa marcha foi a agregação do prédio do CIARTE à
Secretaria de Cultura, para ser mais um espaço de apresentações artísticas,
palestras, oficinas, seminários e demais eventos culturais. Ampliando seu uso e
adequando o edifício dessa agregação, também atendendo a reivindicação da
classe artística e população, o hall do prédio ganhou espaço e criou agenda para
abrigar exposições de Artes Visuais e outras mostras, no novo espaço
denominado Expo Ciarte.
Quanto aos espaços culturais já existentes: o Theatro Vasques passa por
necessária reforma e os demais equipamentos, Casarão do Carmo, Espaço do
Meio Clarice Jorge, Auditório do Casarão do Carmo, Auditório do Centro de
Cultura e Memória “Expedicionários Mogianos”, com novas utilizações e
agendas, estão sendo apropriados pelos grupos de teatro, dança, literatura,
música e o público em geral para realização de seus encontros e apresentações.
A nova formatação do Arte vai à Praça, aos sábados, além das
apresentações musicais, foi acrescida do Projeto Pintando na Praça e Oficinas de
Artesanato. Tanto pela valorização da Praça Oswaldo Cruz, como local de
cultura, bem como para atender os passeantes do Expresso Turístico, a partir do
mês de junho, o Arte vai à Praça passou a ter nova edição nas manhãs de
domingo, com música, artesanato e comercialização de produtos mogianos:
flores, frutas e comidas típicas presentes nas festas Akimatsuri e do Divino.
Soma a essa formatação para a Praça a criação do projeto Chorões de Mogi,
espetáculo musical realizado todas últimas quintas-feiras do mês.
Democratizando a cultura e levando-a de canto a canto, a Secretaria
inaugura as Tendas Culturais, com apresentações artísticas e projeções
cinematográficas nos sete distritos do município e participação da comunidade
local.
Em formação cultural e artística, a Secretaria de Cultura, com ineditismo,
tem realizado Oficinas Culturais de duração anual, gratuitamente, à população
interessada. Também, levando arte a educandos da periferia, implantou o
Mogizinho, além de contribuir de modo integrado com a Secretaria de
Educação, na execução do Projeto Escola Integral.
Museus e bibliotecas da Divisão do Conhecimento passam por nova
estruturação e horários para maior e melhor atendimento à comunidade
mogiana e turistas.
O intercâmbio cultural artístico com outras cidades do Brasil está
sustentado com a manutenção e a continuidade dos programados festivais
nacionais de dança e teatro, que ocuparão quando já reformado o Theatro
Vasques, no segundo semestre.
Na sua política cultural, a Secretaria estabelece parceria com o Ponto de
Cultura, um dos braços do Ministério da Cultura, e instala vivo diálogo com a
Secretaria de Cultura do Estado, que neste ano já trouxe a Mogi das Cruzes a
Virada Cultural e o Mapa Cultural Paulista.
Assim, numa construção coletiva, para levar arte e cultura à população,
aos poucos e de maneira coerente, vamos marchando para que artistas de
nossa terra, que estão se apresentando nas praças, nos equipamentos e nas
Tendas Culturais, ocupem espaços com maior visibilidade, como ocorreu na
Virada Cultural com participação de bandas de nossa cidade.
Isso é valorização do tripé: - cultura, artista e cidadãos.
Em termos macros, a Marcha da Cultura em Mogi das Cruzes caminha
pela criação e otimização do uso dos espaços culturais já existentes, formatação
de novas edições de projetos realizados na área central, democratização da
cultura levando-a aos sete distritos da Cidade e, também, pela valorização dos
artistas locais, intercâmbio cultural com outras cidades, desenvolvimento de
trabalhos em conjunto com demais secretarias do Poder Público local,
concretizando parceria com braços do Ministério da Cultura e estabelecendo
um vivo e importante diálogo com a Secretaria de Cultura do Estado.
O primeiro passo dessa marcha foi a agregação do prédio do CIARTE à
Secretaria de Cultura, para ser mais um espaço de apresentações artísticas,
palestras, oficinas, seminários e demais eventos culturais. Ampliando seu uso e
adequando o edifício dessa agregação, também atendendo a reivindicação da
classe artística e população, o hall do prédio ganhou espaço e criou agenda para
abrigar exposições de Artes Visuais e outras mostras, no novo espaço
denominado Expo Ciarte.
Quanto aos espaços culturais já existentes: o Theatro Vasques passa por
necessária reforma e os demais equipamentos, Casarão do Carmo, Espaço do
Meio Clarice Jorge, Auditório do Casarão do Carmo, Auditório do Centro de
Cultura e Memória “Expedicionários Mogianos”, com novas utilizações e
agendas, estão sendo apropriados pelos grupos de teatro, dança, literatura,
música e o público em geral para realização de seus encontros e apresentações.
A nova formatação do Arte vai à Praça, aos sábados, além das
apresentações musicais, foi acrescida do Projeto Pintando na Praça e Oficinas de
Artesanato. Tanto pela valorização da Praça Oswaldo Cruz, como local de
cultura, bem como para atender os passeantes do Expresso Turístico, a partir do
mês de junho, o Arte vai à Praça passou a ter nova edição nas manhãs de
domingo, com música, artesanato e comercialização de produtos mogianos:
flores, frutas e comidas típicas presentes nas festas Akimatsuri e do Divino.
Soma a essa formatação para a Praça a criação do projeto Chorões de Mogi,
espetáculo musical realizado todas últimas quintas-feiras do mês.
Democratizando a cultura e levando-a de canto a canto, a Secretaria
inaugura as Tendas Culturais, com apresentações artísticas e projeções
cinematográficas nos sete distritos do município e participação da comunidade
local.
Em formação cultural e artística, a Secretaria de Cultura, com ineditismo,
tem realizado Oficinas Culturais de duração anual, gratuitamente, à população
interessada. Também, levando arte a educandos da periferia, implantou o
Mogizinho, além de contribuir de modo integrado com a Secretaria de
Educação, na execução do Projeto Escola Integral.
Museus e bibliotecas da Divisão do Conhecimento passam por nova
estruturação e horários para maior e melhor atendimento à comunidade
mogiana e turistas.
O intercâmbio cultural artístico com outras cidades do Brasil está
sustentado com a manutenção e a continuidade dos programados festivais
nacionais de dança e teatro, que ocuparão quando já reformado o Theatro
Vasques, no segundo semestre.
Na sua política cultural, a Secretaria estabelece parceria com o Ponto de
Cultura, um dos braços do Ministério da Cultura, e instala vivo diálogo com a
Secretaria de Cultura do Estado, que neste ano já trouxe a Mogi das Cruzes a
Virada Cultural e o Mapa Cultural Paulista.
Assim, numa construção coletiva, para levar arte e cultura à população,
aos poucos e de maneira coerente, vamos marchando para que artistas de
nossa terra, que estão se apresentando nas praças, nos equipamentos e nas
Tendas Culturais, ocupem espaços com maior visibilidade, como ocorreu na
Virada Cultural com participação de bandas de nossa cidade.
Isso é valorização do tripé: - cultura, artista e cidadãos.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Dossiê sobre a Cultura de Mogi das Cruzes
Apresentação
O presente documento tem a finalidade de nortear o diálogo entre os Artistas e o Poder Público, ambos no exercício de seus deveres, direitos e empenhados no legítimo compromisso com uma sociedade melhor, mais justa e igualitária.
Seguem-se agora as ações de iniciativa de grupos de artistas preocupados e empenhados em contribuir para que a Arte e a Cultura de nossa cidade façam justiça a grandiosidade de sua população.
Cronologia das ações
1 - No dia 23 de dezembro de 2008, um grupo de artistas denominado M.A.L. – Movimento Artístico Livre - se reuniu para pensar maneiras de contribuir com a nova Gestão Cultural que teria inicio em janeiro.
Destas reuniões nasceu a CARTA ABERTA SOBRE A CULTURA DE MOGI DAS CRUZES (ANEXO I) onde constaram 4 pontos que no entendimento do grupo serviriam como norteadores para a construção de uma política pública sustentável para a cidade de Mogi das Cruzes. A carta foi entregue ao Senhor Secretário José Luiz Freire no dia 12 de janeiro e disponibilizada para a imprensa.
2 - O M.A.L. participou da reunião geral promovida pela Secretaria de Cultura no dia 14 de janeiro de 2009, obtendo uma impressão muito positiva , uma vez que aparentemente o clima de diálogo era a tônica das relações. Entretanto, viu a necessidade de especificar algumas questões elencadas na primeira carta. Surgiu então o segundo documento denominado LISTA DE DESDOBRAMENTOS DE AÇÕES PRÓ-CULTURA, (ANEXO II) entregue no dia 22 de janeiro de 2009.
3 – O M.A.L. participou das reuniões realizadas por área, promovidas pela Secretaria de Cultura e na avaliação geral encontrou uma série de informações divergentes entre os Coordenadores de Área com relação à utilização dos espaços públicos, projetos e programas que seriam implantados, critério para escolha destes projetos, entre outros.
4 – Os artistas da cidade são chamados a apresentarem seus projetos. Até o momento não há resposta para a maioria deles. O teatro municipal é fechado para reforma POR TEMPO INDETERMINADO, restando aos artistas e à população espaços sucateados e inadequados para receberem apresentações. Nenhum espaço recebeu adequações maiores para que fossem utilizados.
5 – Frente às dúvidas foi elaborado pelo M.A.L. um terceiro documento sob o título de SOLICITAÇÃO DE ESCLARECIMENTOS (ANEXOIII). Foi agendada uma reunião com o Secretário e este a delegou ao Senhor Vitor Wuo. Entretanto, questões ficaram ainda sem resposta e o grupo insistiu na reunião com o Secretário que aconteceu no dia 10 de fevereiro de 2009 no Ciarte.
Nesta reunião, questões importantes como os critérios a serem adotados pela Secretaria para seleção de projetos, artistas e professores não foram respondidas com objetividade, o Senhor Secretário disse apenas que ficaria a cargo dos Coordenadores de Área. Foi entregue ao Senhor Secretário um material com SUGESTÕES PARA OS PROJETOS DIVULGADOS PELA SECRETARIA DE CULTURA DE MOGI DAS CRUZES (ANEXO IV).
6 – As informações continuaram imprecisas e as ações culturais não tinham inicio na cidade. O Senhor Secretário participa de uma reunião com o Conselho Municipal de Cultura sem dar as respostas esperadas. Ele não informa ao Conselho, por exemplo, de quanto é o orçamento existente para a Pasta da Cultura ou ainda quais são os critérios adotados pela Gestão para nortear a criação de uma política pública para a cultura da cidade. O Conselho encaminhou ofícios solicitando respostas e estes, lentamente, vêm sendo respondidos.
7 – Em abril, acontece uma capacitação para produtores culturais ministrada pelo Senhor Paulo Azevedo, com foco em elaboração de projetos. Terminado o curso, o grupo de produtores locais não foi chamado pela a Secretaria de Cultura para dialogar sobre de que maneiras, juntos, poderiam trabalhar pela cidade.
8– Instaura-se o ARTE VAI A PRAÇA em frente ao Ciarte, não se diferenciando do que já existia na gestão anterior.Algumas oficinas são iniciadas em geral em escolas. Os critérios para escolha não ficam claros. Ignora-se a estrutura dos Pólos de Cultura, um das principais solicitações levantadas na primeira reunião realizada no início do ano.
9 - No dia 15 de maio acontece uma palestra sobre Lei de incentivo no Ciarte, que na verdade é uma palestra sobre a Fundação de Curitiba e sobre como esta se utiliza dos benefícios das Leis para suas ações.
10 – As ações que acontecem na cidade começam a tomar um caráter arbitrário: a adoção do Mapa Cultural, a exposição Arte no Ciarte, onde o poder público ofereceu apenas o espaço; a estrutura oferecida no Parque Centenário para o lançamento das Tendas Culturais é precária; a estrutura e divulgação oferecida para a Virada Cultural é extremamente falha, exemplo maior é a pane de energia ocorrida no Cemforpe durante o espetáculo “ Nos trilhos” onde o gerador colocado não suportava a carga dos equipamentos. A validação disto é a repercussão dada nos jornais e através dos meios digitais onde os artistas mostraram sua indignação.
Dados os acontecimentos a atriz e diretora Priscila Nicoliche formulou uma CARTA MANIFESTO (ANEXO V) assinada digitalmente por vários artistas, organizou este material que será entregue ao Prefeito Senhor Marco Aurélio Bertaiolli, à Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, ao Secretario Municipal de Cultura Senhor José Luiz Freire, disponibilizado para toda a imprensa e divulgado pelos meios digitais e através de encontros com os artistas e população.
CONCLUSÃO
A avaliação que se faz é que um dos principais pilares da democracia, o diálogo, vem sendo desrespeitado, bem como o direito do cidadão de ter acesso à Arte e Cultura que representem a formação de seu imaginário, seu modo de ser e pensar e o faça refletir sobre suas próprias questões existenciais.
Mais do que eventos e espaços físicos, precisamos de espaço intelectual, formação sólida para artistas e público e isto se faz com programas continuados, constantemente avaliados em sua funcionalidade e qualidade e para tanto, os objetivos e critérios precisam ser claros e os problemas e soluções precisam ser compartilhados.
Precisamos resgatar a auto-estima da cidade de Mogi das Cruzes que hoje se encontra empobrecida de referências e ações que a façam refletir sobre si mesma.
Precisamos da instauração de uma Política Pública para a Cultura de Mogi das Cruzes que prime pela sustentabilidade e continuidade e isto só será possível através do diálogo franco entre as partes.
Deste modo solicitamos:
1 – Uma resposta oficial do Poder Público sobre este material.
2 – A formação de COMISSÕES LIVRES, formadas por artistas a partir de suas áreas de atuação que se reunirão com os integrantes do Poder Público para que através de uma gestão compartilhada para a cultura da cidade, cheguem à ações que atendam as necessidades dos artistas e da população.
3 – Um balanço sobre as ações realizadas pela Pasta de Cultura até o presente momento e a projeção até o final do ano.
4 – O esclarecimento sobre o orçamento da Pasta de Cultura para o ano de 2009 e de que maneira ele está sendo gasto.
5 – Instauração de um debate amplo com artistas e sociedade civil sobre as leis de Incentivo e FOMENTO.
Apresentação
O presente documento tem a finalidade de nortear o diálogo entre os Artistas e o Poder Público, ambos no exercício de seus deveres, direitos e empenhados no legítimo compromisso com uma sociedade melhor, mais justa e igualitária.
Seguem-se agora as ações de iniciativa de grupos de artistas preocupados e empenhados em contribuir para que a Arte e a Cultura de nossa cidade façam justiça a grandiosidade de sua população.
Cronologia das ações
1 - No dia 23 de dezembro de 2008, um grupo de artistas denominado M.A.L. – Movimento Artístico Livre - se reuniu para pensar maneiras de contribuir com a nova Gestão Cultural que teria inicio em janeiro.
Destas reuniões nasceu a CARTA ABERTA SOBRE A CULTURA DE MOGI DAS CRUZES (ANEXO I) onde constaram 4 pontos que no entendimento do grupo serviriam como norteadores para a construção de uma política pública sustentável para a cidade de Mogi das Cruzes. A carta foi entregue ao Senhor Secretário José Luiz Freire no dia 12 de janeiro e disponibilizada para a imprensa.
2 - O M.A.L. participou da reunião geral promovida pela Secretaria de Cultura no dia 14 de janeiro de 2009, obtendo uma impressão muito positiva , uma vez que aparentemente o clima de diálogo era a tônica das relações. Entretanto, viu a necessidade de especificar algumas questões elencadas na primeira carta. Surgiu então o segundo documento denominado LISTA DE DESDOBRAMENTOS DE AÇÕES PRÓ-CULTURA, (ANEXO II) entregue no dia 22 de janeiro de 2009.
3 – O M.A.L. participou das reuniões realizadas por área, promovidas pela Secretaria de Cultura e na avaliação geral encontrou uma série de informações divergentes entre os Coordenadores de Área com relação à utilização dos espaços públicos, projetos e programas que seriam implantados, critério para escolha destes projetos, entre outros.
4 – Os artistas da cidade são chamados a apresentarem seus projetos. Até o momento não há resposta para a maioria deles. O teatro municipal é fechado para reforma POR TEMPO INDETERMINADO, restando aos artistas e à população espaços sucateados e inadequados para receberem apresentações. Nenhum espaço recebeu adequações maiores para que fossem utilizados.
5 – Frente às dúvidas foi elaborado pelo M.A.L. um terceiro documento sob o título de SOLICITAÇÃO DE ESCLARECIMENTOS (ANEXOIII). Foi agendada uma reunião com o Secretário e este a delegou ao Senhor Vitor Wuo. Entretanto, questões ficaram ainda sem resposta e o grupo insistiu na reunião com o Secretário que aconteceu no dia 10 de fevereiro de 2009 no Ciarte.
Nesta reunião, questões importantes como os critérios a serem adotados pela Secretaria para seleção de projetos, artistas e professores não foram respondidas com objetividade, o Senhor Secretário disse apenas que ficaria a cargo dos Coordenadores de Área. Foi entregue ao Senhor Secretário um material com SUGESTÕES PARA OS PROJETOS DIVULGADOS PELA SECRETARIA DE CULTURA DE MOGI DAS CRUZES (ANEXO IV).
6 – As informações continuaram imprecisas e as ações culturais não tinham inicio na cidade. O Senhor Secretário participa de uma reunião com o Conselho Municipal de Cultura sem dar as respostas esperadas. Ele não informa ao Conselho, por exemplo, de quanto é o orçamento existente para a Pasta da Cultura ou ainda quais são os critérios adotados pela Gestão para nortear a criação de uma política pública para a cultura da cidade. O Conselho encaminhou ofícios solicitando respostas e estes, lentamente, vêm sendo respondidos.
7 – Em abril, acontece uma capacitação para produtores culturais ministrada pelo Senhor Paulo Azevedo, com foco em elaboração de projetos. Terminado o curso, o grupo de produtores locais não foi chamado pela a Secretaria de Cultura para dialogar sobre de que maneiras, juntos, poderiam trabalhar pela cidade.
8– Instaura-se o ARTE VAI A PRAÇA em frente ao Ciarte, não se diferenciando do que já existia na gestão anterior.Algumas oficinas são iniciadas em geral em escolas. Os critérios para escolha não ficam claros. Ignora-se a estrutura dos Pólos de Cultura, um das principais solicitações levantadas na primeira reunião realizada no início do ano.
9 - No dia 15 de maio acontece uma palestra sobre Lei de incentivo no Ciarte, que na verdade é uma palestra sobre a Fundação de Curitiba e sobre como esta se utiliza dos benefícios das Leis para suas ações.
10 – As ações que acontecem na cidade começam a tomar um caráter arbitrário: a adoção do Mapa Cultural, a exposição Arte no Ciarte, onde o poder público ofereceu apenas o espaço; a estrutura oferecida no Parque Centenário para o lançamento das Tendas Culturais é precária; a estrutura e divulgação oferecida para a Virada Cultural é extremamente falha, exemplo maior é a pane de energia ocorrida no Cemforpe durante o espetáculo “ Nos trilhos” onde o gerador colocado não suportava a carga dos equipamentos. A validação disto é a repercussão dada nos jornais e através dos meios digitais onde os artistas mostraram sua indignação.
Dados os acontecimentos a atriz e diretora Priscila Nicoliche formulou uma CARTA MANIFESTO (ANEXO V) assinada digitalmente por vários artistas, organizou este material que será entregue ao Prefeito Senhor Marco Aurélio Bertaiolli, à Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, ao Secretario Municipal de Cultura Senhor José Luiz Freire, disponibilizado para toda a imprensa e divulgado pelos meios digitais e através de encontros com os artistas e população.
CONCLUSÃO
A avaliação que se faz é que um dos principais pilares da democracia, o diálogo, vem sendo desrespeitado, bem como o direito do cidadão de ter acesso à Arte e Cultura que representem a formação de seu imaginário, seu modo de ser e pensar e o faça refletir sobre suas próprias questões existenciais.
Mais do que eventos e espaços físicos, precisamos de espaço intelectual, formação sólida para artistas e público e isto se faz com programas continuados, constantemente avaliados em sua funcionalidade e qualidade e para tanto, os objetivos e critérios precisam ser claros e os problemas e soluções precisam ser compartilhados.
Precisamos resgatar a auto-estima da cidade de Mogi das Cruzes que hoje se encontra empobrecida de referências e ações que a façam refletir sobre si mesma.
Precisamos da instauração de uma Política Pública para a Cultura de Mogi das Cruzes que prime pela sustentabilidade e continuidade e isto só será possível através do diálogo franco entre as partes.
Deste modo solicitamos:
1 – Uma resposta oficial do Poder Público sobre este material.
2 – A formação de COMISSÕES LIVRES, formadas por artistas a partir de suas áreas de atuação que se reunirão com os integrantes do Poder Público para que através de uma gestão compartilhada para a cultura da cidade, cheguem à ações que atendam as necessidades dos artistas e da população.
3 – Um balanço sobre as ações realizadas pela Pasta de Cultura até o presente momento e a projeção até o final do ano.
4 – O esclarecimento sobre o orçamento da Pasta de Cultura para o ano de 2009 e de que maneira ele está sendo gasto.
5 – Instauração de um debate amplo com artistas e sociedade civil sobre as leis de Incentivo e FOMENTO.
ANEXO I – CARTA ABERTA A CULTURA DE MOGI DAS CRUZES
Janeiro de 2009.
Caro Senhor Secretário Municipal de Cultura Sr. José Luiz Freire.
Aproveitando o momento de transição pelo qual passa a gestão municipal de cultura (voltando a ser parte de uma Secretaria de Governo e não mais uma Coordenadoria), um grupo de artistas e pensadores se reuniu para a criação de um movimento de proposição, denominado MOVIMENTO ARTÍSTICO LIVRE (M.A.L.).
Nosso objetivo é abrir uma frente de diálogo com o poder público e contribuir efetivamente para que nossa cidade desenvolva uma estrutura sustentável de apoio à produção cultural e artística.
Entendemos que para dar conta da importância histórica da cidade, o número expressivo de artistas que nela trabalham e o número de habitantes que merecem ter acesso a Arte e Cultura de qualidade, algumas ações concretas são fundamentais, visando a criação de uma Política Cultural ampla, forte e democrática que tenha sustentabilidade em todas as áreas artístico-culturais.
Assim, elegemos e sugerimos três pontos que julgamos ser fundamentais para a classe artística da cidade:
1 – Organograma da Secretaria.
Sugerimos que haja, na Secretaria de Cultura, funcionários que tenham conhecimento artístico para dialogar com os artistas usando a mesma linguagem. Por exemplo, para as questões de música, seria adequado haver um coordenador com conhecimento de produção musical para atender e/ou orientar os músicos nos eventos de música. O mesmo seria seguido para artes plásticas, teatro, literatura, patrimônio histórico, cultura popular, “hip hop” e cultura de rua, entre outros.
Dessa maneira, haveria um aumento na produção de eventos culturais, pois haveria coordenadores diferentes para cada “arte”.
Essa organização com funcionários técnicos acontece com sucesso, por exemplo, na cidade de São Paulo.
2 – Formação de Produtores Culturais.
Hoje percebemos que há vários artistas em atividade na cidade. Porém, poucos conseguem produzir e veicular suas obras para a sociedade de maneira eficiente e adequada. Muitas vezes, tarefas importantes como divulgação da obra (show, exposição, espetáculo, filme etc), recepção e acomodação do público, captação de recursos financeiros, entre outras, não são efetivamente realizadas. Isso dá um caráter improvisado às obras.
Assim, sugerimos que seja realizado um mapeamento real de artistas e grupos artísticos da cidade e que seja realizado um ciclo de formação com foco em produção prática para todos os artistas interessados.
3 – Criação de Leis de Fomento e Incentivo à Cultura de Mogi das Cruzes.
A aprovação de leis municipais de fomento e incentivo, que hoje é o centro de uma das discussões mais atuais no cenário artístico nacional, e que representa a independência e a possibilidade para que artistas e grupos artísticos tenham acesso a recursos para realizar pesquisas e produzir obras de referência que colocarão a cidade de Mogi das Cruzes não apenas como importante do ponto de vista histórico e patrimonial mas também como celeiro de produções artísticas contemporâneas.
É importante observar que estes três pontos se relacionam entre si e a partir deles será possível criar uma estrutura para que Mogi das Cruzes tenham uma produção artística e cultural múltipla e de qualidade reconhecida.
O Movimento Artístico Livre (M.A.L.) é um movimento independente que, através deste documento, espera sinceramente dar início a um diálogo franco e aberto entre o poder público e a sociedade.
Agradecemos a acolhida de nossas idéias e aguardamos a continuidade desse diálogo.
Participaram da reunião que originou este documento:
Cleiton Pereira – ator e diretor – Grupo Contadores de Mentira
Fernandes Jr – Ator, Diretor do Teatro da Neura
Gui Cardoso – Músico, compositor e poeta;
Manoel Mesquita Jr – Diretor Teatral da Cia do Escândalo;
Márcio Cardoso – Produtor Artístico (Espaço Mais Brasil de Arte e Cultura);
Mário Sérgio Moraes – Historiador;
Mateus Sartori – cantor, produtor cultural
Meyson – Músico, poeta e compositor;
Paulo Pinhal – Espaço CECAP;
Priscila Nicoliche – Atriz, diretora do grupo Quântica Teatro Laboratório e membro da diretoria da APAC (Associação Paulista de Artes Cênicas);
Tuane Vieira – Atriz e presidente da APAC (Associação Paulista de Artes Cênicas);
Rodolfo Médici – ator e diretor
Rogério Moura – Ator
Janeiro de 2009.
Caro Senhor Secretário Municipal de Cultura Sr. José Luiz Freire.
Aproveitando o momento de transição pelo qual passa a gestão municipal de cultura (voltando a ser parte de uma Secretaria de Governo e não mais uma Coordenadoria), um grupo de artistas e pensadores se reuniu para a criação de um movimento de proposição, denominado MOVIMENTO ARTÍSTICO LIVRE (M.A.L.).
Nosso objetivo é abrir uma frente de diálogo com o poder público e contribuir efetivamente para que nossa cidade desenvolva uma estrutura sustentável de apoio à produção cultural e artística.
Entendemos que para dar conta da importância histórica da cidade, o número expressivo de artistas que nela trabalham e o número de habitantes que merecem ter acesso a Arte e Cultura de qualidade, algumas ações concretas são fundamentais, visando a criação de uma Política Cultural ampla, forte e democrática que tenha sustentabilidade em todas as áreas artístico-culturais.
Assim, elegemos e sugerimos três pontos que julgamos ser fundamentais para a classe artística da cidade:
1 – Organograma da Secretaria.
Sugerimos que haja, na Secretaria de Cultura, funcionários que tenham conhecimento artístico para dialogar com os artistas usando a mesma linguagem. Por exemplo, para as questões de música, seria adequado haver um coordenador com conhecimento de produção musical para atender e/ou orientar os músicos nos eventos de música. O mesmo seria seguido para artes plásticas, teatro, literatura, patrimônio histórico, cultura popular, “hip hop” e cultura de rua, entre outros.
Dessa maneira, haveria um aumento na produção de eventos culturais, pois haveria coordenadores diferentes para cada “arte”.
Essa organização com funcionários técnicos acontece com sucesso, por exemplo, na cidade de São Paulo.
2 – Formação de Produtores Culturais.
Hoje percebemos que há vários artistas em atividade na cidade. Porém, poucos conseguem produzir e veicular suas obras para a sociedade de maneira eficiente e adequada. Muitas vezes, tarefas importantes como divulgação da obra (show, exposição, espetáculo, filme etc), recepção e acomodação do público, captação de recursos financeiros, entre outras, não são efetivamente realizadas. Isso dá um caráter improvisado às obras.
Assim, sugerimos que seja realizado um mapeamento real de artistas e grupos artísticos da cidade e que seja realizado um ciclo de formação com foco em produção prática para todos os artistas interessados.
3 – Criação de Leis de Fomento e Incentivo à Cultura de Mogi das Cruzes.
A aprovação de leis municipais de fomento e incentivo, que hoje é o centro de uma das discussões mais atuais no cenário artístico nacional, e que representa a independência e a possibilidade para que artistas e grupos artísticos tenham acesso a recursos para realizar pesquisas e produzir obras de referência que colocarão a cidade de Mogi das Cruzes não apenas como importante do ponto de vista histórico e patrimonial mas também como celeiro de produções artísticas contemporâneas.
É importante observar que estes três pontos se relacionam entre si e a partir deles será possível criar uma estrutura para que Mogi das Cruzes tenham uma produção artística e cultural múltipla e de qualidade reconhecida.
O Movimento Artístico Livre (M.A.L.) é um movimento independente que, através deste documento, espera sinceramente dar início a um diálogo franco e aberto entre o poder público e a sociedade.
Agradecemos a acolhida de nossas idéias e aguardamos a continuidade desse diálogo.
Participaram da reunião que originou este documento:
Cleiton Pereira – ator e diretor – Grupo Contadores de Mentira
Fernandes Jr – Ator, Diretor do Teatro da Neura
Gui Cardoso – Músico, compositor e poeta;
Manoel Mesquita Jr – Diretor Teatral da Cia do Escândalo;
Márcio Cardoso – Produtor Artístico (Espaço Mais Brasil de Arte e Cultura);
Mário Sérgio Moraes – Historiador;
Mateus Sartori – cantor, produtor cultural
Meyson – Músico, poeta e compositor;
Paulo Pinhal – Espaço CECAP;
Priscila Nicoliche – Atriz, diretora do grupo Quântica Teatro Laboratório e membro da diretoria da APAC (Associação Paulista de Artes Cênicas);
Tuane Vieira – Atriz e presidente da APAC (Associação Paulista de Artes Cênicas);
Rodolfo Médici – ator e diretor
Rogério Moura – Ator
ANEXO II – LISTA DE DESDOBRAMENTOS DE AÇÕES PRÓ-CULTURA
22 de Janeiro de 2009
Lista de Desdobramento de Ações Pró-Cultura
Caro Senhor Secretário Municipal de Cultura Sr. José Luiz Freire.
Em coerência com a Carta Aberta entregue a Vossa Senhoria em 08 de Janeiro de 2009, e sempre no sentido de colaborar com a criação de padrões mínimos de apoio aos artistas mogianos, o MOVIMENTO ARTÍSTICO LIVRE sugere algumas ações iniciais a serem implementadas pela Secretaria de Cultura.
Reiteramos que, como movimento de proposição e formado por artistas representantes de vários segmentos, nosso objetivo é continuar o diálogo público aberto com essa secretaria.
As ações citadas abaixo desdobram as 04 (quatro) ações iniciais propostas em nossa primeira Carta Aberta.
1 – Organograma da Secretaria e capacitação técnica.
Definição do corpo técnico da Secretaria Municipal de Cultura, responsável para cada segmento artístico;
Definição da linha de atuação da Secretaria Municipal de Cultura. Por exemplo: resgate da identidade cultural, valorização e circulação de obras artísticas mogianas, descentralização cultural, entre outros;
Definição e divulgação de critérios gerais e específicos para aprovação de projetos. Estes critérios, preferenciamente, devem ser definidos ouvindo-se os segmentos artísticos;
Realização de reuniões periódicas entre o responsável pelos segmentos e os grupos de artistas para colaboração e acompanhamento das ações desenvolvidas pela Secretaria de Cultura.
Capacitação e/ou reciclagem técnica de funcionários responsáveis por funções de apoio às apresentações e/ou preparação de exposições de obras artísticas.
2 – Formação de Produtores Culturais.
Mapeamento geral de todos os artistas e produtores culturais;
Desenvolvimento de um programa anual de formação focado em produção cultural, contemplando desenvolvimento de projetos culturais, divulgação da obra (show, exposição, espetáculo, filme etc), recepção e acomodação do público, captação de recursos financeiros, entre outros;
Criação de estrutura de apoio para artistas no desenvolvimento de projetos culturais.
3 – Criação de Leis de Fomento e Incentivo à Cultura de Mogi das Cruzes.
Discussão e Aprovação da Lei de Incentivo à Cultura a partir da continuação de um debate público com artistas e sociedade civil.
4 – Estrutura de apoio às apresentações e/ou exposições.
Definição de todos os espaços adequados a apresentações e/ou exposições na cidade;
Realização de diagnóstico preliminar das deficiências estruturais e técnicas de cada espaço de apresentação e/ou exposição;
Execução de parcerias com espaços culturais privados, consolidados na cidade;
Desenvolvimento de uma agenda cultural para Mogi das Cruzes.
Ficamos completamente à disposição para maiores esclarecimentos.
Atenciosamente,
MOVIMENTO ARTÍSTICO LIVRE
22 de Janeiro de 2009
Lista de Desdobramento de Ações Pró-Cultura
Caro Senhor Secretário Municipal de Cultura Sr. José Luiz Freire.
Em coerência com a Carta Aberta entregue a Vossa Senhoria em 08 de Janeiro de 2009, e sempre no sentido de colaborar com a criação de padrões mínimos de apoio aos artistas mogianos, o MOVIMENTO ARTÍSTICO LIVRE sugere algumas ações iniciais a serem implementadas pela Secretaria de Cultura.
Reiteramos que, como movimento de proposição e formado por artistas representantes de vários segmentos, nosso objetivo é continuar o diálogo público aberto com essa secretaria.
As ações citadas abaixo desdobram as 04 (quatro) ações iniciais propostas em nossa primeira Carta Aberta.
1 – Organograma da Secretaria e capacitação técnica.
Definição do corpo técnico da Secretaria Municipal de Cultura, responsável para cada segmento artístico;
Definição da linha de atuação da Secretaria Municipal de Cultura. Por exemplo: resgate da identidade cultural, valorização e circulação de obras artísticas mogianas, descentralização cultural, entre outros;
Definição e divulgação de critérios gerais e específicos para aprovação de projetos. Estes critérios, preferenciamente, devem ser definidos ouvindo-se os segmentos artísticos;
Realização de reuniões periódicas entre o responsável pelos segmentos e os grupos de artistas para colaboração e acompanhamento das ações desenvolvidas pela Secretaria de Cultura.
Capacitação e/ou reciclagem técnica de funcionários responsáveis por funções de apoio às apresentações e/ou preparação de exposições de obras artísticas.
2 – Formação de Produtores Culturais.
Mapeamento geral de todos os artistas e produtores culturais;
Desenvolvimento de um programa anual de formação focado em produção cultural, contemplando desenvolvimento de projetos culturais, divulgação da obra (show, exposição, espetáculo, filme etc), recepção e acomodação do público, captação de recursos financeiros, entre outros;
Criação de estrutura de apoio para artistas no desenvolvimento de projetos culturais.
3 – Criação de Leis de Fomento e Incentivo à Cultura de Mogi das Cruzes.
Discussão e Aprovação da Lei de Incentivo à Cultura a partir da continuação de um debate público com artistas e sociedade civil.
4 – Estrutura de apoio às apresentações e/ou exposições.
Definição de todos os espaços adequados a apresentações e/ou exposições na cidade;
Realização de diagnóstico preliminar das deficiências estruturais e técnicas de cada espaço de apresentação e/ou exposição;
Execução de parcerias com espaços culturais privados, consolidados na cidade;
Desenvolvimento de uma agenda cultural para Mogi das Cruzes.
Ficamos completamente à disposição para maiores esclarecimentos.
Atenciosamente,
MOVIMENTO ARTÍSTICO LIVRE
ANEXO III – SOLICITAÇÃO DE ESCLARECIMENTOS
Fevereiro de 2009
Solicitação de Esclarecimentos
Caro Senhor Secretário Municipal de Cultura Sr. José Luiz Freire,
Nós do MOVIMENTO ARTÍSTICO LIVRE, face à apresentação das últimas medidas anunciadas pela Secretaria de Cultura, e após a rodada de reuniões com os devidos segmentos artísticos da cidade coordenadas por representantes dessa secretaria, vimos à público solicitar esclarecimentos como segue. Reiteramos que as dúvidas aqui levantadas foram identificadas por artistas de diversos segmentos:
Quais serão os critérios de classificação dos projetos escolhidos pela Secretaria de Cultura?
O que são “projetos especiais”? Onde está definido o que são “projetos especiais”?
Quantos “projetos especiais” serão aprovados pela Secretaria de Cultura? Qual é o montante de dinheiro reservado para execução desses projetos? Qual é a relação nº de projetos/valor cedido?
Quais serão os critérios de classificação dos projetos escolhidos pela Secretaria de Cultura?
Foi realizado um alinhamento de informações entre os coordenadores para conduzir as reuniões;
Haverá a inclusão do segmento Arte Popular na Secretaria de Cultura? Quando?
Por que as escolas de dança podem utilizar o Teatro Vasquez e as escolas de músicas não podem?
1 – Organograma da Secretaria e capacitação técnica.
Haverá capacitação de funcionários que tenham funções de apoio às apresentações artísticas nos espaços municipais, como, por exemplo, iluminadores, técnicos de som etc? Quando?
Existe a organização da equipe com coordenadores técnicos para cada segmento artístico?
Qual a autonomia dos “coordenadores”?
Qual é a linha de atuação da Secretaria Municipal de Cultura? Por exemplo: resgate da identidade cultural, valorização e circulação de obras artísticas mogianas, descentralização cultural, entre outros;
Haverá reuniões periódicas entre o responsável de cada segmento e os grupos de artistas para colaboração e acompanhamento das ações desenvolvidas pela Secretaria de Cultura.
2 – Formação de Produtores Culturais.
Foi realizado um mapeamento real de artistas e grupos artísticos da cidade? Será possível ter acesso a esse cadastro? Onde? Quando?
Haverá um ciclo de formação com foco em produção prática (recepção e acomodação do público, captação de recursos financeiros, entre outras) para todos os artistas interessados?
3 – Criação de Leis de Fomento e Incentivo à Cultura de Mogi das Cruzes.
Qual é situação atual das leis municipais de apoio à arte e cultura?
Essa gestão tem a intenção de propor alguma outra iniciativa?
Qual a posição da Secretaria de Cultura sobre idéia de uma Lei de Fomento à Cultura?
Qual é a posição da Secretaria de Cultura sobre a intermediação entre empresas interessadas em incentivar e artistas?
Existe algum planejamento para executar essa intermediação?
Haverá alguma estrutura para apoiar artistas a utilizar leis/editais de incentivo existentes ou no desenvolvimento de projetos culturais?
4 – Estrutura de apoio às apresentações/exposições.
Já foi realizado um mapeamento das deficiências existentes (estrutura predial, som, luz, entre outros) nos espaços de apresentação/exposição para que possam ser utilizados com eficiência?
Quando estará disponível a agenda cultural da cidade? Como será disponibilizada? Haverá algum outro canal de divulgação?
Haverá algum apoio da Secretaria de Cultura para divulgar espetáculos/exposições que estejam ocorrendo em espaços de gestão municipais?
Haverá parcerias com espaços culturais alternativos consolidados na cidade?
Agradecemos a acolhida de nossas dúvidas e aguardamos as respostas.
Atenciosamente,
MOVIMENTO ARTÍSTICO LIVRE
Fevereiro de 2009
Solicitação de Esclarecimentos
Caro Senhor Secretário Municipal de Cultura Sr. José Luiz Freire,
Nós do MOVIMENTO ARTÍSTICO LIVRE, face à apresentação das últimas medidas anunciadas pela Secretaria de Cultura, e após a rodada de reuniões com os devidos segmentos artísticos da cidade coordenadas por representantes dessa secretaria, vimos à público solicitar esclarecimentos como segue. Reiteramos que as dúvidas aqui levantadas foram identificadas por artistas de diversos segmentos:
Quais serão os critérios de classificação dos projetos escolhidos pela Secretaria de Cultura?
O que são “projetos especiais”? Onde está definido o que são “projetos especiais”?
Quantos “projetos especiais” serão aprovados pela Secretaria de Cultura? Qual é o montante de dinheiro reservado para execução desses projetos? Qual é a relação nº de projetos/valor cedido?
Quais serão os critérios de classificação dos projetos escolhidos pela Secretaria de Cultura?
Foi realizado um alinhamento de informações entre os coordenadores para conduzir as reuniões;
Haverá a inclusão do segmento Arte Popular na Secretaria de Cultura? Quando?
Por que as escolas de dança podem utilizar o Teatro Vasquez e as escolas de músicas não podem?
1 – Organograma da Secretaria e capacitação técnica.
Haverá capacitação de funcionários que tenham funções de apoio às apresentações artísticas nos espaços municipais, como, por exemplo, iluminadores, técnicos de som etc? Quando?
Existe a organização da equipe com coordenadores técnicos para cada segmento artístico?
Qual a autonomia dos “coordenadores”?
Qual é a linha de atuação da Secretaria Municipal de Cultura? Por exemplo: resgate da identidade cultural, valorização e circulação de obras artísticas mogianas, descentralização cultural, entre outros;
Haverá reuniões periódicas entre o responsável de cada segmento e os grupos de artistas para colaboração e acompanhamento das ações desenvolvidas pela Secretaria de Cultura.
2 – Formação de Produtores Culturais.
Foi realizado um mapeamento real de artistas e grupos artísticos da cidade? Será possível ter acesso a esse cadastro? Onde? Quando?
Haverá um ciclo de formação com foco em produção prática (recepção e acomodação do público, captação de recursos financeiros, entre outras) para todos os artistas interessados?
3 – Criação de Leis de Fomento e Incentivo à Cultura de Mogi das Cruzes.
Qual é situação atual das leis municipais de apoio à arte e cultura?
Essa gestão tem a intenção de propor alguma outra iniciativa?
Qual a posição da Secretaria de Cultura sobre idéia de uma Lei de Fomento à Cultura?
Qual é a posição da Secretaria de Cultura sobre a intermediação entre empresas interessadas em incentivar e artistas?
Existe algum planejamento para executar essa intermediação?
Haverá alguma estrutura para apoiar artistas a utilizar leis/editais de incentivo existentes ou no desenvolvimento de projetos culturais?
4 – Estrutura de apoio às apresentações/exposições.
Já foi realizado um mapeamento das deficiências existentes (estrutura predial, som, luz, entre outros) nos espaços de apresentação/exposição para que possam ser utilizados com eficiência?
Quando estará disponível a agenda cultural da cidade? Como será disponibilizada? Haverá algum outro canal de divulgação?
Haverá algum apoio da Secretaria de Cultura para divulgar espetáculos/exposições que estejam ocorrendo em espaços de gestão municipais?
Haverá parcerias com espaços culturais alternativos consolidados na cidade?
Agradecemos a acolhida de nossas dúvidas e aguardamos as respostas.
Atenciosamente,
MOVIMENTO ARTÍSTICO LIVRE
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