CARTA MANIFESTO SOBRE A CULTURA DE MOGI DAS CRUZES
Senhores Artistas
Divido com vocês algumas reflexões sobre os cinco primeiros meses da gestão desta Secretaria de Cultura. A saber:
- até o momento não há indícios sobre a construção de uma política pública que vise a formação, fomento e difusão de bens culturais,
- os espaços públicos que não estão fechados estão sucateados e não apresentam condições de receberem apresentações. Durante a Virada Cultural , na apresentação do espetáculo “Nos Trilhos” da Associação de Moradores de Cezar de Souza, o gerador colocado não suportou a carga do refletores locados para o evento. A caixa de luz estourou, o espetáculo foi interrompido, o público foi embora, ficando apenas os pais. Impossível não dizer que os responsáveis pelo evento não sabiam que isto estava fadado a acontecer e decidiram arriscar. O problema só se resolveu mais de uma hora depois, comprometendo o trabalho de crianças, adolescentes e profissionais que trabalharam arduamente para apresentar à cidade de Mogi das Cruzes um espetáculo de qualidade.
- em matéria do jornal Mogi News, feita pela jornalista Barbara Barbosa no dia 19 de maio de 2009, o Secretario afirma que os artistas mogianos que participaram da Virada Cultural foram o que demonstraram interesse. O que o Sr José Luiz Freire chama de interesse? Os nossos projetos estão amontoados na Secretaria de Cultura. Devemos ligar todos os dias para a Secretaria em busca de emprego, trabalho, oportunidade? É isto????
- a capacitação dada pela Secretaria para produtores culturais não teve eco. Terminado o curso, ninguém foi chamado para dialogar sobre o que este grupo de produtores em parceria com o Poder Público poderia fazer pela cidade.
- a palestra sobre Lei de Incentivo realizada no dia 15 de maio, foi uma palestra sobre as maravilhas de Curitiba e de como a Fundação de lá trabalha com as verbas dos Fundos de Cultura guiados pelas Leis canibais de Mercado.
- os Pólos de Cultura, uma das principais reivindicações apresentadas naquele primeiro encontro no início do ano nem de longe foram contemplados. Não há hoje projeto que contemple formação e descentralização da arte e cultura na cidade de Mogi das Cruzes.
- os eventos (CULTURA NÃO SE FAZ COM EVENTOS!!!!!) são fracos, não representam, nem contribuem para a formação da identidade e do imaginário do povo mogiano e estão longe do alto potencial artístico que a cidade possui.
- não há informação sobre o orçamento existente para a Pasta da Cultura e muito menos de que modo ele está sendo gasto este ano. Esta é uma informação essencial para o debate sobre a construção de uma política cultural.
Arte e Cultura são direitos do cidadão. É o mecanismo pelo qual ele reflete sobre si, sobre sua condição humana. É o que nos livra da selvageria. É modo pelo qual contamos nossa história, quem somos, que futuro desejamos. As coisas não podem continuar como estão. É PRECISO AVANÇAR!!!!
Priscila Nicoliche - Cidadã, artista, diretora do grupo Quântica Teatro Laboratório
Tuane Vieira – Presidente da APAC – Associação Paulista de Artes Cênicas
Pedro Gabriel e Rita Bonfim – AJPS – Cezar de Souza
Marineis Dias – Artista Plástica - Sabaúna
Prof º Mario Sérgio
Denise Costamillan Andere
Manoel Mesquita Junior - Diretor da Cia do Escândalo e Galpão Arthur Netto
Marcio Cardoso - Produtor musical
Fernandes Junior - Diretor do Teatro da Neura
Antonio Carlos Vecchiato
Elias Mingoni
Leandra Clair
Cleiton Pereira -Ator e diretor do Grupo Contadores de Mentira
Agildo Lima
Marcela Lino
quarta-feira, 27 de maio de 2009
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